Entenda os diferentes tipos de transtornos de ansiedade, como ela afeta seu cérebro e as principais estratégias para ajudá-lo a lidar com situações estressantes.

Você já se sentiu nervoso ao fazer um discurso ou apresentação na frente de outras pessoas? Ou talvez você tenha se sentido um pouco desconfortável ao conversar com alguém no primeiro encontro ou em uma entrevista de emprego? Alguns de nós acaba se lembrando recorrentemente daquele sentimento de ansiedade se intrometendo em nossos pensamentos sem aviso ou razão aparente.
Pense por um momento neste cenário: Mesmo que você tenha praticado por muitas horas para falar, ao pronunciar as primeiras palavras, você esquece tudo o que planejou dizer. O silêncio toma a sala, o suor escorre de sua testa e suas mãos ficam úmidas. A seguir, você entra em pânico, seu coração começa a disparar. Você inspira profundamenteexpira… e então o sentimento de ansiedade vai embora. As palavras que você praticou fluem livremente de sua boca. Você logo percebe que toda a sua preocupação e medo eram em vão.
A ansiedade é a reação natural do nosso corpo aos estímulos estressantes que antecipamos ou encontramos em nosso dia a dia. Ela pode nos informar quando um perigo iminente está próximo. A ansiedade também pode nos ajudar a nos preparar para tal perigo e nos tornar mais atentos quando ele acontece de fato.
A maioria das pessoas experimenta, vez ou outra, sentimentos de nervosismo ou ansiedade como os que descrevi e conseguem lidar com relativa  facilidade.
 
Isto é bastante normal. Sob condições normais, a ansiedade tem duas formas: ansiedade-estado e ansiedade-traço. Ansiedade-estado é como respondemos imediatamente e com cautela a uma ameaça desconhecida em um ambiente, sento um estado transitório. Já a ansiedade-traço é única para cada ser humano. Relaciona-se aos traços característicos e relativamente estáveis que constituem nossa personalidade. A ansiedade-traço descreve a tendência de um indivíduo de ficar preocupado, ansioso ou nervoso quando este é exposto a uma ameaça desconhecida. No entanto, alguns de nós parecem não conseguir controlar a ansiedade e sentem preocupação e medo por muitos anos.
Você já se perguntou o que se passa em seu cérebro quando fica ansioso ou que dicas práticas pode usar para ajudá-lo a controlar melhor sua ansiedade?
Neste artigo, falarei com você sobre os diferentes tipos de transtornos de ansiedade que afetam pessoas ao redor do mundo todos os dias, como a ansiedade afeta seu cérebro e as principais estratégias para ajudá-lo a lidar com a ansiedade quando você está em situações estressantes.
A ansiedade que não aprendemos a controlar e que limita nossa capacidade de funcionar normalmente no dia a dia pode piorar à medida que envelhecemos, evoluindo para um distúrbio. Os transtornos de ansiedade fazem com que evitemos situações que apenas imaginamos nos causarão preocupação ou medo.
A ansiedade é uma emoção que vem de uma relação complexa entre nossos genes, experiências de vida,  nossa personalidade e desequilíbrios químicos em nosso cérebro. Ela é moldada por nossa composição genética. Se você tem histórico familiar de ansiedade, deveria ficar mais atento e dedicado a criar formas de  evitar o risco de desenvolver um transtorno.
A ansiedade também é moldada por nossas experiências nos ambientes em que nascemos, trabalhamos, vivemos, brincamos, envelhecemos e aprendemos. Quando você é exposto ao estresse nesses ambientes, o grau em que responde a esses fatores estressantes com ansiedade ou nervosismo pode torná-lo mais propenso a desenvolver um transtorno de ansiedade. Pense em uma pessoa que se preocupa excessivamente em faltar a uma consulta médica para um exame ao ponto de ter um pequeno acidente de carro, ou uma pessoa que ao não conseguir um emprego após uma entrevista simplesmente se indispõe seriamente e sofre por um longo período. Esses indivíduos podem estar em risco de desenvolver transtornos de ansiedade.
A ansiedade também é influenciada por sua química cerebral. Temos mensageiros químicos em nossos cérebros que são chamados de neurotransmissores. Alguns exemplos incluem norepinefrina, serotonina, ácido gama-aminobutírico ou GABA e a dopamina. Esses mensageiros químicos ajudam nossas células cerebrais ou neurônios a se comunicarem entre si. No entanto, às vezes, eles podem ficar desequilibrados ou não agir corretamente. Quando isso acontece, essas disfunções na química do nosso cérebro podem nos colocar em risco de desenvolver um transtorno de ansiedade. Altos níveis de noradrenalina, que é um hormônio que controla o quão alerta estamos em diferentes situações, podem causar ansiedade. A serotonina funciona para ajudá-lo a dormir à noite, uma vez que é convertido em melatonina em uma estrutura cerebral localizada no centro do cérebro chamada de glândula pineal. Quando você tem níveis baixos de serotonina, pode sentir ansiedade durante o dia, uma vez que passa a se sentir muito cansado pelo problema para dormir na noite anterior. Desequilíbrios no neurotransmissor GABA nas regiões do cérebro como a amígdala, que controla como você processa suas emoções, podem levar à ansiedade.
Sua personalidade ou como você aprende a lidar com eventos estressantes da  sua vida também influenciam seus níveis de ansiedade. Você já evitou um evento estressante na vida, como uma prova da faculdade que representava a maior parte da nota do seu curso, uma reunião importante no seu trabalho ou um obstáculo financeiro? Quando um indivíduo encontra eventos estressantes como os que acabei de descrever e tem a tendência de confiar em outras pessoas para resolver tais eventos por não se sentir capaz de lidar com eles, este indivíduo pode estar a um passo de desenvolver um transtorno de ansiedade. Essa estratégia de comportamento é chamada de coping passivo, onde o sujeito tende a evitar o confronto do problema ao máximo.
Os transtornos de ansiedade muito comuns em todo o mundo. Estima-se que mais de 20 milhões de adultos no Brasil sofrem com transtornos de ansiedade. Isso é quase 10% da população.
Outros números dizem que a ansiedade é tão comum que 1 em cada 13 pessoas na população mundial desenvolverá um transtorno de ansiedade!

a ciência da ansiedade

Os Diferentes Tipos de Distúrbios de Ansiedade

Algumas pessoas podem desenvolver um transtorno de ansiedade a partir de uma condição médica. Imagine uma pessoa que sofre de uma doença como a artrite, que é uma condição conhecida por causar dor crônica. Esta dor causada pelo inchaço nas articulações pode ser muito estressante. Ela causa dificuldades diárias para a pessoa, dificultando a execução de tarefas comuns como passear com o cachorro, lavar a louça, cortar a grama ou mesmo lavar a roupa. Como resultado, é natural a pessoa se preocupar se a dor da artrite piorará ou quando ela voltará.
A ansiedade ser desencadeada por substâncias consumidas. Os transtornos de ansiedade induzidos por substâncias ocorrem quando as pessoas experimentam abstinência de drogas, cafeína ou álcool, tomam certos medicamentos, bebem cafeína em excesso, fazem uso indevido de drogas ou ficam intoxicadas após serem expostas a produtos químicos tóxicos como metais pesados.
Pessoas que experimentam a ansiedade diariamente, independentemente se as preocupações ou medo são causados ​​por alguém ou alguma coisa, e têm dificuldade em controlar a ansiedade por longos períodos, costumam ser diagnosticadas com transtorno de ansiedade generalizada.
Sofre de uma fobia a pessoa que sentem medo quando encontram um objeto, lugar ou situação específica. Você já sentiu algum grau de nervosismo ou pânico ao ver uma aranha, precisar tomar uma injeção, andar de elevadores ou voar em um avião? Você pode ter uma fobia.
Pessoas com fobia social ou ansiedade social têm um medo extremo de lugares onde sentem que serão julgadas negativamente ou rejeitadas por outras pessoas se parecerem chatas, esquisitas ou ignorantes para elas.
Você já sentiu medo de ir a uma reunião porque sabia que seria solicitado a compartilhar suas ideias ou opiniões com outras pessoas presentes e não queria parecer ansioso se tropeçasse em suas palavras? Ou então tenha entrado em pânico ao fazer uma apresentação em um palco em frente a uma grande multidão porque pensou que as pessoas na plateia não gostariam de sua exibição?
Embora você possa achar que comer ou beber na frente de pessoas na festa de aniversário de um amigo ou fazer uma apresentação por meio de videoconferência seja normal, uma pessoa com fobia social pode achar essas ações ameaçadoras.
Agorafobia é outro transtorno de ansiedade em que as pessoas têm medo de lugares ou situações que podem causar pânico, impotência ou constrangimento. Em casos extremos, a agorafobia pode fazer com que as pessoas fiquem com tanto medo que se recusam a sair de casa para realizar tarefas comuns, como fazer compras.
Pessoas que têm ataques de pânico súbitos e repetidos apresentam transtorno do pânico. Quando você experimenta um ataque de pânico, pode sentir que está tendo um ataque cardíaco, pois apresenta sintomas semelhantes, como aumento dos batimentos cardíacos ou sensação de que seu coração parou de bater, dor no peito, tontura e falta de ar. Outros sintomas de um ataque de pânico podem incluir tremores, dor de estômago, dormência, sudorese, sensação de sufocamento ou perda de controle. Normalmente, esses sintomas duram apenas alguns minutos, mas as pessoas com transtorno do pânico podem sentir fadiga física e mental devido à natureza repetitiva dos ataques de pânico, fora o temor de ter outro ataque a qualquer momento, sem qualquer aviso ou motivo.
As crianças podem sofrer de um transtorno denominado mutismo seletivo. Crianças com mutismo seletivo têm medo de falar em público e têm problemas para se comunicar com outras pessoas quando estão em determinados ambientes sociais. Você já cumprimentou uma criança e ela se esquiva e não fala com você? Talvez você tenha um filho que está tendo dificuldade em conversar com os colegas de classe na escola?
Se uma criança se sente insegura ou desconfortável em certos ambientes sociais ou perto de certas pessoas, especialmente se essas pessoas não forem familiares para a criança, isso pode ser sinal de mutismo seletivo. Se o mutismo seletivo não for tratado adequadamente, ele pode o transtorno de ansiedade pode aparecer mesmo durante a idade adulta por até meio ano.
Você já viu uma criança chorar freneticamente ou agarrar-se às roupas dos pais ou responsáveis ​​quando os pais planejam deixá-la por um breve período com um namorado ou babá para cuidar de um recado? As crianças podem sentir medo de serem separadas de seus pais ou responsáveis ​​ou ansiedade quando estão realmente separadas de seus entes queridos a quem se apegaram. Quando a ansiedade ou o medo se tornam opressores para a criança, eles podem evoluir para um desordem de ansiedade de separação. O transtorno de ansiedade da separação pode fazer com que uma criança tenha pesadelos sobre estar separada de entes queridos, mostre sinais de angústia constante por perder seus entes queridos ou se recuse a sair de casa se estiver longe de seus entes queridos.

A Ciência Cerebral por Trás da Ansiedade

Quando estamos em situações em que nos sentimos ameaçados, desafiados ou com medo, diferentes partes de nossos corpos reagem ao que está causando esses sentimentos usando nosso sistema nervoso. O sistema nervoso tem duas partes: sistema nervoso central, que é formado pelo cérebro e medula espinhal, e sistema nervoso periférico, que compreende o tecido nervoso e as fibras que estão fora do cérebro e da medula espinhal.
O sistema nervoso periférico é dividido em duas partes: (1) o sistema nervoso somático; e (2) o sistema nervoso autônomo.
O sistema nervoso somático é formado por neurônios sensoriais que enviam informações sobre o que sentimos no ambiente, como som, cheiro, temperatura, dor e visão, por exemplo, para o sistema nervoso central. Também é composto de neurônios motores que enviam informações sobre nossos movimentos do sistema nervoso central para nossos músculos e órgãos chamados glândulas que secretam hormônios no sangue ou em outras partes do corpo para fazer com que ele execute certas funções.
O sistema nervoso autônomo controla os batimentos cardíacos, a respiração, a digestão e a liberação de hormônios pelas glândulas. É dividido em sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático. Essas duas subdivisões do sistema nervoso autônomo atuam de forma oposta.
Quando você é exposto a algo ou alguém que o deixa ansioso, informações sobre a ameaça potencial em seu ambiente são enviadas para a amígdala. A amígdala então envia uma mensagem de socorro a outra estrutura cerebral chamada hipotálamo. O sistema nervoso simpático é ligado pelo hipotálamo para aumentar suas chances de sobrevivência ou sucesso nessas situações estressantes. Isso acontece quando as glândulas supra renais, localizadas no topo dos rins, liberam os hormônios epinefrina, norepinefrina e cortisol na corrente sanguínea. Nessas circunstâncias, você tem uma resposta de “luta ou fuga”.
Sua “fuga” ou resposta de medo ao estressor fará o seguinte:

  1. Aumentará sua frequência cardíaca para ajudar a fornecer sangue e oxigênio rapidamente aos músculos para a contração;
  2. Suas pupilas se abrirão para que você possa ver o perigo desconhecido com mais clareza;
  3. Suas pálpebras se retraem para aumentar a capacidade de seus olhos se moverem rapidamente com menos esforço;
  4. Sua resposta de medo também aumentará o fluxo sanguíneo de sua pele e intestino para seus músculos e interromperá a digestão de alimentos em seu estômago para que você tenha energia suficiente para se afastar do estressor;
  5. As vias respiratórias em seus pulmões se abrirão amplamente e relaxarão para aumentar sua respiração e a quantidade de oxigênio necessária para seus músculos gerarem movimento e seu cérebro para ajudá-lo a permanecer alerta durante o evento estressante;
  6. Seu fígado irá produzir e liberar glicose que será quebrada pelo oxigênio para criar energia para seus músculos se moverem;
  7. Sua boca ficará seca devido à redução da salivação e
  8. Você transpirará para ajudar a resfriar o corpo.

À medida que os níveis de epinefrina diminuem na corrente sanguínea, o hipotálamo ativa o eixo Hipotálamo-Pituitária-Adrenal (HPA), que é outra parte do seu sistema de resposta ao estresse. Inclui o hipotálamo, a glândula pituitária e as glândulas supra renais. Se a amígdala ainda perceber que a ameaça em seu ambiente imediato ainda está presente e é perigosa, o hipotálamo libera o hormônio liberador de corticotrofina, que sinaliza às glândulas pituitárias para secretar o hormônio adrenocorticotrófico. Essa sequência de eventos leva à produção e liberação do cortisol pelas glândulas adrenais.
Uma vez que a ameaça em seu ambiente passa, você começa a se acalmar e sua ansiedade começa a diminuir conforme os níveis de cortisol diminuem. Você sabia que quando faz pausas para descansar ou dormir, está ativando o sistema nervoso parassimpático? O sistema nervoso parassimpático fará o oposto completo do sistema nervoso simpático. Por exemplo, ele vai desacelerar seus batimentos cardíacos, contrair suas pupilas, redirecionar o sangue de nossos músculos para seus órgãos, reiniciar a digestão de alimentos em seu estômago e contrair as vias respiratórias em seus pulmões para diminuir sua taxa de respiração.

Problemas que os Distúrbios de Ansiedade Podem Causar à Saúde do seu Cérebro

Os transtornos de ansiedade podem afetar negativamente a saúde do nosso cérebro de várias maneiras. Por um lado, pode fazer com que o eixo HPA permaneça ativo mesmo depois que uma ameaça que você percebeu em seu ambiente como perigosa não seja mais prejudicial. Isso pode levar a altos níveis de cortisol circulando em sua corrente sanguínea. Como resultado, seus vasos sanguíneos e artérias serão danificados ao longo do tempo, causando um aumento de pressão. Estes eventos aumentam o risco de bloquear o sangue que é fornecido ao cérebro, o que é conhecido como acidente vascular cerebral.
Os transtornos de ansiedade podem afetar negativamente sua reserva cognitiva, que é como seu cérebro se adapta ou lida com os desafios que você enfrenta na vida. Eles também podem impedir a neogênese ou a criação de novas células cerebrais em estruturas cerebrais como o hipocampo. O hipocampo cria memórias de longo prazo dos eventos de nossa vida. Quando recuperamos a memória de um evento da vida em que estávamos em uma situação perigosa, o hipocampo nos ajuda a lembrar que experimentamos certas emoções como preocupação, medo e ansiedade durante aquela situação prejudicial. O hipocampo nos fornece algum contexto para nossas memórias a fim de nos ajudar a distinguir entre uma situação perigosa e outra que não é prejudicial. Este fenômeno é denominado reconhecimento de padrões. Os transtornos de ansiedade podem exagerar ou distorcer esses processos no hipocampo, de modo que o hipocampo terá problemas na recuperação da memória de um evento de vida ameaçador, respondendo a perguntas sobre o evento de vida quanto ao que aconteceu, onde o evento aconteceu, quais indivíduos estavam presentes durante o evento, e se o evento foi ou não traumatizante ou causou dano. Isso fará com que o indivíduo tenha problemas em prever se uma ameaça percebida em um ambiente novo ou desconhecido será perigosa, limitando a flexibilidade de seu sistema de resposta ao estresse, como o eixo HPA.
Quando somos expostos a um ambiente em mudança, como aquele que deixa de nos fazer sentir seguros para outro que nos faz sentir ameaçados, as células em nosso cérebro, chamadas de neurônios, mudam a forma como se comunicam entre si em junções chamadas sinapses em resposta a isso ambiente em mudança. Este fenômeno é denominado plasticidade sináptica. Os transtornos de ansiedade podem prejudicar a plasticidade sináptica, que pode durar alguns milissegundos ou até vários anos. A plasticidade sináptica nos ajuda a nos adaptar a um ambiente novo ou desconhecido.
dicas para si livrar da ansiedade

DICAS PRÁTICAS QUE VOCÊ PODE INCORPORAR EM SUA ROTINA DIÁRIA PARA AJUDÁ-LO A LIDAR COM A ANSIEDADE

  1. Recomendo que você se exercite todos os dias por pelo menos 15 minutos, caminhando, correndo, levantando peso ou mesmo nadando, para reduzir a tensão em seus músculos, aumentar a atividade nas partes frontais do seu cérebro e aumentar sua frequência cardíaca. Isso ajuda seu cérebro a lidar melhor com o estresse, controlando regiões cerebrais como a amígdala, que ativa as reações de “luta ou fuga” quando nos sentimos ameaçados ou com medo. Os exercícios também disponibilizam neurotransmissores no cérebro como a serotonina, o ácido gama-aminobutírico, e os endocanabinóides, que podem combater a ansiedade.
  2. Aprenda a aceitar o fato de não poder controlar tudo o que acontece na sua vida. Ao fazer isso, você pode descobrir o que está causando sua ansiedade em perspectiva e impedi-lo de se preocupar em ficar desamparado em situações que estão além do seu controle. Você tem que se perguntar se a ansiedade que está sentindo é realmente tão ruim quanto parece.
  3. Você também pode praticar técnicas de meditação, como contar até dez enquanto inspira e expira lentamente depois de dizer cada número, para ajudá-lo a acalmar seus nervos ou aliviar o estresse e se concentrar mais no exercício em vez de em seus pensamentos de desgraça iminente.
  4. O riso é sempre uma boa estratégia para ajudá-lo a diminuir a ansiedade e a tensão muscular. O riso também pode aliviar o seu humor e ajudá-lo a construir resiliência contra situações estressantes que o fazem se preocupar excessivamente ou viver com medo.
  5. Você também deve evitar alimentos ou bebidas como o álcool e os que tem alto teor de cafeína ou outros estimulantes.
  6. Você já pensou em criar um plano de atividades para ajudá-lo a se preparar para dormir todas as noites? Criar uma rotina de inativação pode ajudá-lo a relaxar antes de ir para a cama todas as noites, como desligar todos os aparelhos eletrônicos, ler um livro, ouvir uma música relaxante ou evitar comer tarde da noite. Além disso, certifique-se de dormir pelo menos sete a nove horas todas as noites. Quando você não dorme o suficiente à noite, seu grau de nervosismo ou ansiedade aumentará. O sono adequado ajuda a reconectar nosso cérebro de modo que diminui o impacto negativo que você sente quando antecipa o medo ou se preocupa em situações estressantes.
  7. Quando consumimos dietas ricas em carboidratos e gorduras saturadas, expomos nosso corpo ao estresse oxidativo. O estresse oxidativo é um desequilíbrio de fatores pró-oxidativos e a capacidade do nosso corpo de desintoxicar esses fatores, o que pode fazer com que as células em nosso corpo não funcionem adequadamente e possivelmente morram. Precisamos apenas consumir 2.000 calorias por dia. Não mais do que 120 dessas calorias devem vir de gorduras saturadas. Suas calorias de carboidratos devem ser limitadas a 1.300 calorias por dia. Tente reduzir a ingestão de alimentos com gordura saturada, como pizza, laticínios, carnes gordas e biscoitos industrializados. Comer alimentos saudáveis e bem equilibrados diariamente pode aumentar seus níveis de energia e melhorar a saúde do coração e do cérebro.
  8. Você pode encontrar um a organização em sua comunidade na qual possa ser voluntário para desligar a mente do que esta deixando você nervoso ou ansioso. O trabalho voluntário pode ajudá-lo a construir o caráter e encontrar uma nova paixão, promover o crescimento pessoal e a saúde mental por meio da autoestima e um sentimento de realização, enquanto também faz o bem para a comunidade.
  9. Outra dica é participar de um grupo de apoio, onde você pode compartilhar suas experiências de ansiedade com outras pessoas que podem ter passado por situações semelhantes e pode compartilhar suas estratégias para lidar com a ansiedade.
  10. Por fim, confie a alguém seus sentimentos de preocupação ou medo, como um amigo próximo, um ente querido, um psiquiatra ou um terapeuta, para que possam ajudá-lo a lidar com sua ansiedade. Porém, dê preferencia a ajuda profissional, já que receberá um atendimento direcionado para sanar definitivamente os problemas.

Através deste artigo, você obteve uma melhor compreensão do que está acontecendo em seu cérebro quando você tem pensamentos acelerados ou sentimentos de nervosismo, os diferentes tipos de transtornos de ansiedade e algumas dicas práticas que você pode usar para ajudar a si mesmo se ficar excessivamente nervoso ou ansioso. Espero que você tenha achado valiosa esta informação sobre a ciência por trás dos transtornos de ansiedade e como você pode diminuir seus sentimentos de ansiedade durante circunstâncias estressantes.
VOLTAR PARA O BLOG

Inscreva-se

Deixe seu e-mail e receba conteúdos EXCLUSIVOS sobre saúde mental





Me comprometo a não utilizar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.